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Páginas da Espanha em Leituras de literatura espanhola

17 de julho de 2010
2 min de leitura
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Chega às livrarias estudo de Mario Miguel González, da USP, sobre passado e presente da literatura do país

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O renascimento da literatura espanhola pelas mãos de escritores como Enrique Vila-Matas e Javier Marías tem provocado sérias reflexões críticas sobre a herança recebida por esses autores desde que Cervantes revolucionou a escrita com seu Dom Quixote. Como ele, escritores igualmente desajustados – o poeta maneirista Luis de Argote y Góngora, entre outros – abriram caminho para a experimentação contemporânea. Sobre os pioneiros dos séculos passados, o professor Mario Miguel González acaba de lançar um estudo fundamental, que analisa justamente como agiram esses antecessores da vanguarda literária hispânica, Leituras de literatura espanhola (Letraviva, 480 pp., R$ 59), menos um manual de história do que um cuidadoso ensaio da pedra fundamental que estruturou essa literatura. A vocação dos espanhóis para inventar e subverter gêneros literários – comparável ao talento para o futebol – é examinada por González nesta entrevista exclusiva. Professor de literatura espanhola da Universidade de São Paulo desde 1968, Mario M. González, argentino de Alta Gracia, Córdoba, naturalizado brasileiro, é uma das maiores autoridades em literatura medieval do País.

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