Marcas no exterior devem chegar a 80
Erros mais comuns na busca do mercado internacional vêm da má escolha de parceiros
Pouco a pouco, as franqueadoras brasileiras começam a aterrissar no exterior. No ano passado, 101 delas mantinham 1.781 pontos de venda além das fronteiras nacionais – 33% a mais que em 2005, segundo levantamento da consultoria Rizzo Franchise. Na previsão do diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo, até o fim do ano, 80 marcas filiadas à entidade devem ter presença internacional – atualmente são 70 e no ano passado eram 65. Ainda assim, apenas cerca 5% das redes têm atuação externa. Entre os brasileiros com maior atuação está a gaúcha Via Uno, atualmente com 114 lojas de sapatos e acessórios no exterior – cerca de 80% em mãos de franqueados. A rede de livrarias Nobel fechou neste ano três das quatro franquias de Portugal por conta de desentendimentos com o master franqueado local. “A parceria terminou por causa da falta de pagamento, num país em que a legislação dificulta a cobrança de dívidas”, diz Sérgio Milano, presidente da cadeia de 220 lojas. “Agora buscamos novo master em Portugal para retomar o plano de expansão na Europa.” A rede soma 25 lojas no velho continente – 24 na Espanha e uma em Lisboa. Para 2010, a meta é abrir 10 pontos nas praças do exterior, além de outros 20 no Brasil, com projeção de aumento de 10% sobre as vendas de R$ 150 mi de 2009. Milano volta também os olhos para a América Latina. “Queremos abrir 600 lojas na região nos próximos dez anos”, diz. “Estamos em busca de master franqueados em países como Peru e Argentina.”
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