Romance mescla evocações históricas com imaginação
Romance Cidade livre, de João Almino, é situado no período de fundação da capital federal
Uma das principais virtudes da ficção literária é conseguir saltar as barreiras que a separam da história oficial. Isso acontece somente com as obras-primas e os grandes escritores. O diplomata João Almino, em seu quinto livro de paisagens brasilienses, escreve uma narrativa que alia a pesquisa histórica à imaginação de um ficcionista delicado, que caminha com segurança entre fato e invenção. Trata-se de Cidade livre (Record, 240 pp.,.R$ 39,90), romance situado no período de fundação da capital federal, ainda que a Cidade Livre (hoje chamada de Núcleo Bandeirante) concentre boa parte da dramaticidade que envolve os personagens, conectados emocionalmente ao lugar. Apesar da recorrência de Brasília em seus livros, Almino não considera sua obra uma literatura de Brasília. O novo livro simula uma narrativa desenvolvida a partir de postagens de blog, redigida pelo personagem João.
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