Medo de perder talento liga Philip Roth a protagonista de A humilhação
Folha entrevista um dos mais festejados autores contemporâneos, Philip Roth, que falou sobre os amigos, família, talento e muito mais
No 12º andar de um prédio sem luxos no Upper West Side, em Manhattan, Nova York, um senhor de meias bicolores espia o elevador, porta entreaberta, à espera da reportagem. Sozinho, Philip Roth, 77, recebe a Folha com um único pedido: não ser fotografado enquanto conversa. Pergunta que livro dele está sendo lançado no Brasil —A Humilhação (Companhia das Letras, 104 pp., R$ 32 – Trad: Paulo Henriques Britto, e diz que precisa de um momento para se lembrar deste. Desde que a sua 30ª obra foi lançada nos EUA, em meados de 2009, Roth já escreveu outra, Nemesis, que chega às livrarias em outubro. O livro completa a série de quatro romances curtos da qual faz parte A humilhação. Para Roth, eles não se ligam “de maneira óbvia”, mas “giram em torno de uma ameaça”. No livro que sai no Brasil, a ameaça é a perda do talento de um ator que não consegue mais subir ao palco. Ele envelhece sem exercer o ofício, com medo da morte e da solidão. Conhecido por espelhar os personagens em si mesmo, Roth falou sobre os amigos que perdeu, a família que nunca construiu e o “desespero terrível” que é sentir “a ausência do talento”. Para ler a entrevista, clique aqui.
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