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Livro de receita sai do arroz com feijão

26 de abril de 2010
2 min de leitura

Celebridades e edições sofisticadas atraem consumidor

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O velho caderno de receitas escrito à mão por nossas mães e avós deu lugar a livros de gastronomia mais sofisticados e se tornou um segmento promissor para o mercado editorial. As vendas de títulos cresceram até 30% no ano passado. Atualmente, um livro de receitas não pode apresentar apenas os ingredientes e o modo de preparo. Agora ele precisa ter fotos generosas dos pratos, contar a origem da receita ou ser assinado por uma celebridade. Na Globo Livros, que tem em seu catálogo Jamie Oliver e Ana Maria Braga, a área de culinária vem abocanhando uma participação cada vez maior. Em 2008, esse segmento equivalia a 9% do faturamento total. No ano passado, pulou para 19% e hoje já representa 27% do faturamento da editora. A Reader’s Digest vendeu 100 mil livros do segmento nos últimos 12 meses, um aumento de 150% sobre o período imediatamente anterior, segundo Felipe Pinho, diretor de marketing. A Ediouro voltou a apostar com mais força e em 2008 adquiriu os direitos de Nigella Lawson e Gordon Ramsay. “No ano passado, lançamos três títulos na área. Este ano, serão seis”, enumera Roberta Campassi, editora da Ediouro. Os livros mais em conta também fazem sucesso. No ano passado, a Melhoramentos vendeu 253 mil exemplares do Mini-Cozinha (publicação mais simples) e faturou R$ 282 mil. Ao mesmo tempo, vendeu 3,5 mil títulos de obras mais sofisticadas, que gerou um faturamento de R$ 257 mil.

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