Bernhard Schlink faz análise trivial de um tema grave
Tragédia dos judeus transforma-se em história de detetive na novela do autor
Depois do sucesso do filme “O Leitor”, baseado num romance de Bernhard Schlink escrito há 15 anos, toda a sua obra vem sendo lançada no mercado internacional. É o caso da novela A menina com a lagartixa (Record, 112 pp., R$ 19,90 – Trad.: Marcelo Backes), publicada junto de outras narrativas curtas no volume Liebesfluchten, de 2000. A novela acompanha o crescimento de um menino alemão, desde o pós-Guerra até o final de seus estudos na universidade, por meio de um único fio condutor: o seu amor por um quadro dependurado no escritório do pai, então um juiz bem-sucedido. Via-se nele uma menina deitada sobre um rochedo, na praia, no qual também estava uma lagartixa. Certa vez, um professor do menino pede aos alunos que descrevam um quadro “tão bem a ponto de conseguirmos visualizá-lo durante a leitura”. O menino se dedica à tarefa escolhendo o seu quadro favorito para a descrição, mas o pai o proíbe de mostrá-lo, alegando tratar-se de um “tesouro” a ser resguardado da inveja alheia.
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