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As apostas irracionais dos economistas

16 de março de 2010
2 min de leitura

The Crisis of Capitalist Democracy é um lançamento da Harvard

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Meu momento favorito em meio ao até agora apático andamento dos trabalhos da Comissão de Investigação da Crise Financeira foi quando Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, citou sua filha para pôr os acontecimentos em perspectiva. “Minha filha me telefonou da escola e disse: ‘Pai, o que é uma crise financeira?'”, relatou Dimon à comissão em 13 de janeiro. “E, sem tentar ser engraçado, eu disse: esse tipo de coisa acontece a cada cinco a sete anos. E ela respondeu: ‘Por que todo mundo está tão surpreso?'” Entendi o argumento de Dimon como uma sugestão de que deveríamos seguir o sensato exemplo de sua filha e simplesmente nos acalmar. Em 2015, no mais tardar, teremos outra experiência de Quase Depressão, e, que diabos, é assim mesmo que a coisa funciona. Certamente, a família Dimon não tem motivos para preocupar-se. É esse tipo de despreocupação plutocrática associada a flácidas tentativas governamentais de reforma que levaram Richard A. Posner a, mais uma vez, soar o alarme. Em seu livro mais recente, The Crisis of Capitalist Democracy (Harvard, 408 pp., US$ 25,95), o prolífico juiz federal e economista da Universidade de Chicago argumenta que forças competitivas inspiram os financistas a fazer apostas irracionais – particularmente quando apostam com dinheiro dos outros.

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