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Mais assíduos recebem R$ 9 mil por mês

16 de março de 2010
2 min de leitura

No entanto, para a maioria dos acadêmicos ouvidos pela Folha, o que conta é o prestígio e a troca intelectual

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O que torna, afinal, uma cadeira na ABL tão concorrida e a eleição para a vaga tão renhida? “Esta é a mais equilibrada das 14 que eu já vi”, segundo a acadêmica Ana Maria Machado, secretária-geral e uma das mais influentes da casa “Para mim o principal estímulo é o convívio. Onde vou encontrar esse conglomerado de inteligências? Pense na linhagem do poder. Essa casa já teve Machado [de Assis], [Joaquim] Nabuco, Euclydes [da Cunha], Rui Barbosa. Onde mais você encontraria essa plêiade de brasileiros?”, opina Nélida Piñon. Para a maioria dos acadêmicos ouvidos, o que mais conta na decisão de concorrer são o prestígio e a troca intelectual. Mas há mais. Há um salário de R$ 3 mil (chamado de “representação”) para todos e jetons por presença nas sessões às quintas (R$ 1 mil) e conferências às terças (R$ 500). Antes das sessões, o imortal assina a lista de presença e, ato contínuo, recebe um pequeno envelope com a féria. Um acadêmico assíduo ganha, portanto, R$ 9 mil mensais, fora plano de saúde.

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