A imortalidade rodeada pela fartura
Academia Brasileira de Letras (ABL), nascida na miséria, vive agora em meio ao luxo proporcionado por milhões de reais em caixa
O termo imortal para designar os 40 membros da Academia Brasileira de Letras veio de uma frase de Olavo Bilac. “Somos imortais porque não temos onde cair mortos.” De fato, em 1897, quando o poeta participou da fundação da ABL ao lado de Machado de Assis e Joaquim Nabuco, a academia vivia na miséria. Os tempos de penúria estão definitivamente no passado. Hoje, ela se transformou numa entidade abastada, com participação ativa na vida cultural brasileira. Sua renda anual, em torno dos R$ 12 milhões, é quatro vezes o orçamento do Museu Nacional de Belas Artes em 2009. “A ABL, hoje, é a principal grife cultural do País. Não há nada que tenha sua importância”, enaltece Vilaça.
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