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Gênero épico e brasileiro

06 de fevereiro de 2010
2 min de leitura

Livro de Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas ilumina o nascimento do samba de enredo

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Durante muito tempo, Carnaval no Rio foi sinônimo de samba de enredo. Os mais jovens podem estranhar, mas antes da monocórdica onda do axé music e de as marchinhas ressurgirem com força na esteira dos blocos, os hinos das escolas tocavam massivamente nas rádios, animavam foliões, serviam de trilha sonora para paixões tão coloridas e fugazes quanto uma serpentina no ar. E batiam recordes: entre os anos 70 e 80, o disco com os sambas costumava superar 1 milhão de cópias vendidas. Foi nessa época que o escritor Alberto Mussa e o historiador Luiz Antonio Simas começaram a se interessar mais fortemente pelo tema. Desde então, eles acompanharam disputas nas quadras, assistiram a muitos desfiles e, sobretudo, ouviram sambas. Foram, ao todo, 1.324 hinos que serviram de base para o recém lançado Samba de enredo: história e arte (Civilização Brasileira, 240 pp., R$ 34,90). O livro supre uma lacuna da bibliografia sobre o Carnaval ao jogar luz na formação e nas modificações estéticas de um modelo que evolui a partir dos chamados sambas de terreiro (ou de quadra) e pouco a pouco define sua singularidade.

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