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Uma defesa portuñola da independência ortográfica

13 de dezembro de 2009
1 min de leitura
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Romance de Reinaldo Moraes também foi extremo em relação ao Acordo

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“Obra de excessos para a era de excessos”, o romance Pornopopéia (Objetiva, 480 pp., R$ 54,90), de Reinaldo Moraes, um dos lançamentos mais festejados de 2009, foi também extremo em relação ao Acordo: ignorou-o sem culpa. Conhecido por suas narrativas undergrounds, como Tanto faz (1981), Abacaxi (1985) e Órbita dos caracóis (2003), o escritor ironiza a contracultura e celebra uma explosão da linguagem que, obviamente, não poderia se render às normalizações. Moraes exigiu que o livro não seguisse às normas vigentes – e foi atendido por sua editora. Para a entrevista por e-mail ao Jornal do Brasil, respondeu as perguntas em uma espécie de portuñol selvagen, que optamos por reproduzir fielmente.

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