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Injeção de testosterona

12 de dezembro de 2009
2 min de leitura

No romance épico Meridiano de sangue, Cormac McCar thy tematiza a adolescência de uma nação, os Estados Unidos, que cresceu por meios e motivos equivocados

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Alguém com coragem de escrever sobre a essência de uma figura tão difamada como o homem branco ocidental? A resposta é sim, e este romancista se chama Cormac McCarthy. Nunca foi muito conhecido no Brasil. Sempre que se falava nas tendências contemporâneas do romance americano, ocasião em que nomes como Philip Roth, John Updike e Paul Auster são obrigatórios, o de McCarthy ficava escondido pela expressão “e outros”. A realidade se inverteu com o sucesso do filme “Onde os fracos não têm vez”, dos irmãos Coen. Naturalmente, os Oscar arrematados pelos Coen foram benéficos a McCarthy e seus leitores. Junto ao livro que deu origem ao filme, edições mais caprichadas dos seus romances ficaram ao alcance das nossas mãos. É o caso de A estrada e do coringa da coleção, o romance mais denso e representativo de McCarthy, livro que há muito só podia ser encontrado nos sebos (com sorte) ou importado de Portugal: Meridiano de sangue (Alfaguara 352 pp., R$ 49,90 – Trad: Cássio de Arantes Leite). Desde que o crítico Harold Bloom ombreou McCarthy com Melville e Faulkner no que tange à canônica tradição do romance americano, Meridiano de sangue tornou-se um artigo de primeira necessidade até agora distante dos leitores brasileiros.

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