Antes prendadas, agora dão pancada e seduzem
Mike Madrid analisa papel histórico das mulheres nas HQs
Botas insinuantes, malhas justas, tops estupendos, braceletes vigorosos, bustiês apertados, coxas torneadas, cintos em cinturas muito finas com grandes fivelas dividindo corpos ao meio, seios fartos, discursos de emancipação feminina. Leitores ordinários de quadrinhos não terão prestado muita atenção nisso, mas os mais atentos sabem: as superpoderosas dos comics sempre deram um banho de estilo e sensualidade. Agora, um livro publicado nos Estados Unidos, The Supergirls – Fashion, Feminism, Fantasy, and the History of Comic Book Heroines (Exterminating Angel Press, 334 pp., US$ 16,95), de Mike Madrid, debruça-se sobre esse universo pouco explorado das histórias em quadrinhos. Mike Madrid é editor de cultura pop da Exterminating Angel Press, pequena editora de São Francisco, e produziu talvez o mais interessante ensaio até agora sobre o tema. Em outubro, o livro era o número 1 em compras na Amazon, na categoria comics, e o número 2 no tema “feminismo”.
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