A quase orgia da natureza narrada com nonsense
Em Sexo vegetal, o escritor Sérgio Medeiros revisita mitos
No princípio eram as árvores. E foram elas que expeliram, ou acolheram, os homens, segundo a gênese indígena. Este momento primeiro de contato do homem com a natureza é homenageado pelo escritor Sérgio Medeiros em Sexo vegetal (Iluminuras, 96 pp., R$ 29). Na obra, o autor passeia por textos que recriam tal cosmogonia, “um elogio aos começos”, como ele define. São mitos ameríndios, gregos, latinos, orientais e fábulas bíblicas que redesenham o encontro: seja no toco de madeira, que vai na orelha de um xavante, ou no carrapicho que insiste em vir na calça jeans, o potencial erótico da natureza é imenso, propõe Medeiros. “Mas faço isso com humor e nonsense”, garante Medeiros.
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