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Revistas eróticas no Vale Cultura?

04 de dezembro de 2009
2 min de leitura

Polêmica emenda agita os debates finais do projeto de acessibilidade, que agora só deve ir a plenário no Senado em fevereiro

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Uma emenda ao projeto que cria o Vale Cultura, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), criou polêmica no Senado. Ribeiro conseguiu aprovar um texto que inclui na proposta a aquisição de periódicos – o que foi considerado, por senadores da situação, como Ideli Salvatti (PT-SC), como um desvirtuamento do propósito original. Com essa emenda, ponderou Ideli, o trabalhador poderia incluir em sua “cesta básica de cultura” revistas eróticas, como Sexy e Playboy, ou gibis como os da Mônica e do Pato Donald. “Mas a preocupação é a mesma também em relação a livros, filmes e peças teatrais”, rebateu o senador Flexa Ribeiro. “O trabalhador poderá também ir ver um filme erótico ou comprar um livro pornográfico. Por outro lado, você não pode querer vetar o acesso a um canal de informação à cultura, que são as revistas e os jornais. O propósito do Vale Cultura também é o de informar”, ponderou. O projeto, oriundo do Ministério da Cultura, foi aprovado na quarta-feira em três comissões no Senado, mas só deverá ir a plenário em fevereiro.

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