O pirata se rende a Adam Smith
Pode-se explicar tudo, até mesmo eventuais bondades do Capitão Gancho
Depois da “mão invisível”, sempre lembrada quando se fala em Adam Smith e em seu clássico An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations (primeira edição publicada em 1776), tem-se agora o “gancho invisível” em The Invisible Hook: The Hidden Economics of Pirates, de Peter T. Leeson. O autor, economista da George Mason University, recorda que, em Smith, cada indivíduo, ao perseguir seu próprio interesse, é levado, como que por uma mão invisível, a promover o interesse da sociedade – e, assim, contribui para a criação de riqueza. No caso dos piratas, eles também agiam movidos por interesse próprio, e assim também, mesmo praticando uma atividade criminosa ao apropriar-se de riqueza alheia -, produziam resultados socialmente desejáveis. Por exemplo, como acontecia com frequência, admitiam que escravos integrassem suas tripulações como homens livres, “cidadãos” de uma comunidade com regras próprias e igualitárias de remuneração e convivência democrática – incluindo a possibilidade de o capitão ser destituído por incompetência.
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