Nunca tive tanto medo, diz Mutarelli
Escritor estreia como protagonista no filme O natimorto, lança romance e aguarda resultado do Portugal Telecom
Lourenço Mutarelli se expõe demais. Diz que tenta evitar e não consegue. Há coisa de um mês, abriu um blog para tentar investigar junto com os internautas por que, ou quando, voltou a beber após 15 anos. Na última quinta, no Festival do Rio, ele expôs ao público sua estreia como protagonista num longa. O filme é “O Natimorto”, de Paulo Machline, baseado no livro homônimo de Mutarelli. As vésperas de o longa ser exibido, ele admite: “Nunca tive tanto medo”. Protagonizar é diferente de ser coadjuvante, como aconteceu em “O Cheiro do Ralo” (2006), também baseado em livro dele. A agonia diz respeito à opinião do público, mas há outras razões. Nesta terça, ele lança seu quinto romance na Livraria da Vila da Fradique (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena. São Paulo/SP. Tel.: 11 3814-5811), Tel.: 11 3814-5811), às 18h30, Miguel e os demônios (Companhia das Letras, 118 pp., R$ 34), e ainda reedita O Natimorto (Companhia das Letras, 134 pp., R$ 36). Daqui a um mês, ele saberá se é mesmo o azarão do Prêmio Portugal Telecom, ao qual concorre pelo livro A arte de produzir efeito sem causa (Companhia das Letras, 216 pp., R$ 39,50). Disputa com António Lobo Antunes e João Gilberto Noll, entre outros, e pode ganhar até R$ 100 mil. “Não imagino ganhar, mas estar entre os dez é legal.”
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