A pior solidão é a falta de comunicabilidade
Roteirista de Babel, o escritor Guillermo Arriaga lança seu primeiro longa como diretor falando de carência
Demorou um ano para que os cariocas tivessem a chance de conferir a estreia do escritor mexicano Guillermo Arriaga na direção de longas-metragens: “The burning plan”. Indicada ao Leão de Ouro em Veneza, em 2008, e prometida pelo último Festival do Rio, a produção será apresentada na segunda-feira, às 14h e às 19h, no Roxy 3 (com mais seis sessões até quinta-feira, em outras salas). Roteirista latino-americano de maior projeção no exterior, com indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro por “Babel” (2006), o autor de O búfalo da noite (Gryphus, 248 pp., R$ 40) exuma o sentimento de desamparo em seu primeiro longa. “A pior solidão é a falta de comunicabilidade”, diz Arriaga, premiado em Cannes pelo roteiro de “Três enterros” (2005), dirigido pelo ator Tommy Lee Jones. Convidado pela Jornada Literária de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, para ministrar um colóquio sobre arte e tecnologia no dia 28 deste mês, Arriaga narra em “The burning plan” histórias paralelas sobre solitários profissionais.
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