Por trás da violência e da morte, uma história de amor
Contos de Matriuska, de Sidney Rocha, mostram mulheres em situações extremas
Para entender as mulheres de Matriuska há que pensar na morte e no amor. “Pois a morte ensina”, diz o escritor pernambucano Sidney Rocha. “Se o universo de Matriuska fosse uma peça de teatro, seria a morte o contrarregra.” Novo livro de contos de Sidney, Matriuska (Iluminuras, 96 pp., R$ 35) apresenta diferentes mulheres e seus fins diversos, por meio de uma narrativa feita de camadas que se desvendam como se o leitor retirasse as cascas de uma cebola. Para Sidney, “a forma como se morre define a vida de uma pessoa”. Em Matriuska, os personagens só existem associados aos fatos de que são protagonistas ou, melhor dizendo, de que são vítimas. Os acontecimentos não se deixam revelar por inteiro: algumas brechas de luz iluminam a treva, da qual saem vivências dolorosas e extremas, como o aborto, o estupro e a pedofilia.
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