O barato da feira
Estandes pequenos buscam alternativas para atrair o público
Ao atravessar a 14ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o visitante que olhar para os lados pode perceber que em meio aos suntuosos – e estrategicamente localizados – estandes das grandes editoras e livrarias, estão modestos espaços de expositores que buscam alternativas na conquista do vasto público que percorre os pavilhões do Riocentro. Preços mais baixos, títulos diferenciados, novos modelos de livros – e, claro, o contato direto e simpático nas vendas. “Vem cá, você quer fazer uma entrevista comigo?”, convida, com sotaque mineiro carregado, o sócio da Broto Cultural, Jonatas Santos, em seu pequeno estande, mas colorido pelas ilustrações de livros e CDs de histórias infantis no pavilhão verde. Jonatas, pela primeira vez na Bienal do Rio, afirma que as experiências nas feiras de Minas Gerais o trouxeram até o Riocentro. O investimento, segundo ele, costuma ter retorno pelo menos para custear os gastos no estande. A aposta é no seguimento infantil e educativo de edição própria.
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