Império dos livros
Google avança sobre mercado de títulos on-line com controverso acordo com autores e editoras dos EUA
Um vilão a ponto de monopolizar a informação do planeta ou um herói disposto a organizar os livros do mundo? A intenção do Google, anunciada em 2004, de criar uma gigantesca biblioteca virtual ganha agora contornos dramáticos. Na sexta passada, terminou o prazo oferecido pelo Google para que editoras e autores de todo o mundo se manifestassem contra a sua proposta de digitalizar e disponibilizar, no Google Books, livros que ainda não estão em domínio público, mas que não são encontrados nas livrarias dos EUA. Milhões de títulos caem nessa categoria. Defensores dizem que o projeto traz à tona volumes aos quais leitores não teriam acesso. Para críticos, ele fará o Google monopolizar o patrimônio cultural concentrado em livros. O prazo para manifestações contra o Google foi estipulado por um polêmico acordo, no estilo “quem cala consente”, firmado entre a empresa e autores e editores americanos.
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