A primeira Tarrafa a gente não esquece
Evento encerrou em Santos nesta segunda-feira, 7 de setembro
O australiano Tim Winton, que acaba de lançar no Brasil Fôlego (Argumento, 256 pp., R$ 32) e o navegador Amyr Klink foram os protagonistas da mesa que encerrou na noite desta segunda-feira, 7/9, a 1ª Tarrafa Literária, na cidade de Santos. Mediados por Arthur Dapieve, os dois contaram que têm medo do mar e atraíram um bom público ao Teatro Guarany, que assim se despediu de uma agradável festa literária. “Eu tenho muito medo do mar; por isso faço barcos muito bem feitinhos”, confessou Amyr. O evento começou na noite de 3 de setembro, com pocket show de Arnaldo Antunes, e recebeu 16 escritores que durante quatro dias trocaram ideias sobre ficção, filosofia, futebol, mar e, claro, livros. O casal Ruy Castro e Heloisa Seixas abriu a série de mesas conversando com o público sobre seus livros e seu dia a dia como escritores. Entre os mediadores, que mandaram muito bem, destaque para Zuenir Ventura, que deu uma aula lembrando seus tempos como jornalista. Os internacionais – Theo Roos e Tim Winton – estiveram muito à vontade. “Estou me sentindo em casa. Nem quero voltar para a Alemanha. Se pudesse, chamaria minha esposa e filhos para virem para o Brasil”, comentou Theo Roos quando lhe perguntei o que tinha achado da Tarrafa e de Santos. “Acredito que o conceito da nossa Tarrafa Literária está perfeitamente correto”, completou o filósofo alemão que a comparou com festa literária que acontece em sua cidade, Colônia, na Alemanha. A Tarrafa Literária já se colocou no calendário literário do Brasil. Ano que vem tem mais, e se eu fosse você não perderia.
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