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Autor desfaz estereótipos sobre conflito

05 de setembro de 2009
1 min de leitura

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O conflito árabe-israelense é frequentemente, e simploriamente, descrito pelos dois lados como uma briga de mocinhos e bandidos. Neste enfoque, adversários de Israel veem o país como implacável máquina de guerra, operada por impiedosos robôs. É preciso um grande escritor para desfazer o estereótipo, e David Grossman o faz de forma magistral em A mulher foge (Companhia das Letras, 656 pp., R$ 58 – Trad.: George Schlesinger). A mulher do título, Orah, tem dois filhos, o mais moço dos quais, Ofer, é convocado para uma operação do Exército israelense em represália a um dos atentados na região. O ex-marido, Ilan, e o filho mais velho, Adam, estão no exterior. Sozinha, sem suportar a expectativa, Orah decide passar dias caminhando por Israel, o que fará junto com Avram, amigo e ex-amante.

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