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A arte de não lidar com certezas

01 de julho de 2009
2 min de leitura

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Em outubro de 2007, deu zebra na edição anual do Man Booker Prize, um dos mais importantes prêmios literários do mundo. Na época, a grande dúvida era se o título de melhor livro escrito em língua inglesa naquele ano seria atribuído ao britânico Ian McEwan ou ao neozelandês Lloyd Jones; quase ninguém se lembrava dos outros quatro finalistas. O júri, porém, se lembrou, e o prêmio foi para uma senhorinha de cabelos curtos da Irlanda, até então quase desconhecida do grande público – embora seus livros anteriores já tivessem ganhado alguns elogios da crítica. Foi quando Anne Enright, uma ex-produtora de programas de TV, tornou-se uma das mais reconhecidas escritoras de seu país. O encontro (Alfaguara, 248 pp., R$ 36,90 – Trad.: José Rubens Siqueira), livro com o qual Anne ganhou o Man Booker Prize, é o único da autora publicado no Brasil. E é ele o mote para a sua conversa, sábado, na 7ª Flip, ao lado do contista americano James Salter. O título da mesa, “Segredos de família”, resume bem a obra da irlandesa.

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