Festa de vaidades
Um cantor, um biólogo, um historiador superstar, um jornalista da velha-guarda, um crítico de música erudita, uma artista plástica, uma crítica de arte, vários quadrinistas. A Festa Literária Internacional de Paraty, que chega à sua sétima edição na próxima quarta-feira, está menos literária? O diretor de programação Flávio Moura discorda. “Essa é uma característica da Flip desde o início”, disse. “Quem pensa na primeira edição (2003) logo se lembra de Eric Hobsbawm, que era historiador. A Flip tem o caráter de uma festa dos livros, é um evento cultural.” Optar por nomes que se notabilizaram fora do mundo literário talvez seja a forma de compensar a falta de estrelas da literatura. Certo, o português António Lobo Antunes fará uma visita histórica. Mas é o único ficcionista que pode-se dizer com carreira de peso. E é mais famoso no resto do mundo lusófono do que no Brasil. Se não representa propriamente o primeiro time dos romancistas contemporâneos, a seleção 2009 inclui nomes acostumados à fama que prometem mobilizar muitos fãs.
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