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As horas felizes de Lygia

23 de maio de 2009
1 min de leitura

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Lygia Fagundes Telles costuma recordar uma frase que leu no mostrador de um relógio de praça, em Paris: “Horas non numero nisi serenas” (“Conto somente as horas felizes”). A máxima estabelece uma difícil noção de felicidade: a que carrega em seu fundo a infelicidade. O importante, sugere, é, mesmo sem negá-la, não se submeter à infelicidade. Saltar sobre elas, e fixar-se nas horas felizes. Momentos que, para Lygia, tomam corpo na literatura. Agora que sua obra recebe uma edição de luxo com o selo da Companhia das Letras – o lançamento no Rio será na próxima quinta-feira, dia 28, na Academia Brasileira de Letras – a frase volta a se oferecer como guia para seus leitores. Seus livros são uma procura intensa da felicidade por entre as fendas de dor. Nessa luta, o escritor conta com a sensibilidade.

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