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A culpa que não quer calar

22 de maio de 2009
1 min de leitura

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Autora de uma dezena de bons romances, finalista do Prêmio Pulitzer várias vezes – venceu em 1989 com Breathing Lessons -, mas mais conhecida pela adaptação de seu livro Turista acidental para o cinema em 1988, a americana Anne Tyler, de 57 anos, ganha tradução da Record para seu 12º romance, já publicado aqui em 1992 pela Companhia das Letras. Neste Quase Santo (Record, 400 pp., R$ 39 – Trad.: Maria José Silveira), que se desenrola entre os anos 60 e 80 em Baltimore, Maryland, onde Anne mora, uma família de classe média pretensamente feliz – pai, mãe, três filhos, gato e cachorro -, é atingida por uma tragédia. Trata-se daquele tipo de livro que enreda tanto o leitor que é difícil abandoná-lo antes do fim, apesar das 400 páginas. Anne, aliás, é um tanto prolixa e em certos trechos chega a ser cansativa, mas isso não compromete o resultado.

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