Resistindo ao tempo e ao vento
A notícia deixou os gaúchos em polvorosa: o Rio Grande do Sul deve perder os acervos de seus dois maiores escritores do século XX, Erico Verissimo e Mario Quintana. A família Verissimo fechou acordo para transferir os dez mil documentos relativos à vida e à obra do autor da trilogia O tempo e o vento para o Instituto Moreira Salles (IMS), no Rio. Já a saída do material de Quintana do estado, segundo sua sobrinha Helena Quintana, é certa. O que ela ainda negocia é o destino. Assim como o de Verissimo, o acervo de Quintana era mantido na PUC-RS, de onde foi igualmente retirado em 2005. A responsabilidade por ambos era da professora Maria da Glória Bordini, coordenadora do Centro de Memória Literária. No local, havia documentos de dez autores gaúchos mortos e coleções de escritores vivos, como Moacyr Scliar. Devido a mudanças administrativas na universidade, o centro foi extinto e o patrimônio passou recentemente para a nova biblioteca da PUC. Nesse processo, foram retirados os acervos de Quintana, Verissimo e o de Josué Guimarães, este transferido para a Universidade de Passo Fundo (RS).
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