Buscando um sentido à dor
Um homem parado no meio da rua é entrevistado. Suas palavras são uma ácida crítica à construção de uma rodovia interestadual. Ele é Barton George Dawes, funcionário de uma lavanderia, que recentemente perdeu seu único filho, vítima de um tumor inoperável no cérebro. Esse é o mote de A auto-estrada (Suma de Letras, 304 pp., R$ 44,90 – Trad.: Fabiano Morais), um suspense que alia a marca consagrada de Stephen King ao ponto de vista muito particular de seu alter ego, Richard Bachman. “O livro tenta profundamente parecer bom e encontrar algumas respostas para os mistérios que envolvem a dor nos seres humanos”, explica Stephen King, dizendo que escrever A auto-estrada foi um esforço para dar sentido à dolorosa morte de sua mãe, que faleceu um ano antes da publicação vítima de um prolongado câncer.
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