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O que nem o tempo muda

17 de maio de 2009
1 min de leitura

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Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro Augusto Malta e o Rio de Janeiro — 1903-1936 (288 pp., R$ 145), de George Ermakoff, que será lançado nesta segunda-feira, dia 18, mostra que o fotógrafo conversava com o Rio através das imagens. Mais do que mostrar as imagens registradas por Augusto Malta, as páginas traçam um detalhado perfil dele: ateu, exótico, elegante, galanteador. Segundo o livro, ele lançava moda. Usava óculos com aro de tartaruga — ainda uma novidade. Também exibia, com classe, um chapéu panamá e uma gravata de

laço preta. O livro pode ser comprado em livrarias ou pelo site www.ermakoff.com.br.

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