O que nem o tempo muda
Ao trocar uma bicicleta usada por uma máquina fotográfica, Augusto Malta não imaginava que ocuparia para sempre um lugar valioso na história do Rio. Fotógrafo oficial da prefeitura por 33 anos, o alagoano de Mata Grande é considerado o primeiro cronista visual da cidade. Registrou de tudo um pouco: alterações urbanísticas, momentos históricos, imagens cotidianas, paisagens deslumbrantes, cenas familiares e os mais variados tipos cariocas. O livro Augusto Malta e o Rio de Janeiro — 1903-1936 (288 pp., R$ 145), de George Ermakoff, que será lançado nesta segunda-feira, dia 18, mostra que o fotógrafo conversava com o Rio através das imagens. Mais do que mostrar as imagens registradas por Augusto Malta, as páginas traçam um detalhado perfil dele: ateu, exótico, elegante, galanteador. Segundo o livro, ele lançava moda. Usava óculos com aro de tartaruga — ainda uma novidade. Também exibia, com classe, um chapéu panamá e uma gravata de
laço preta. O livro pode ser comprado em livrarias ou pelo site www.ermakoff.com.br.
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