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Um outsider corroído pela fome

15 de maio de 2009
1 min de leitura
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Faminto, oscilando entre o delírio e a razão, sensível e com todos os sentidos exacerbados por dias e dias de jejum forçado, um jovem escritor vagueia pela Oslo do fim do século XIX (ainda chamada Cristiânia) em busca de realização. Algumas vezes consegue um pouco de dinheiro escrevendo artigos para um jornal, mas no restante do tempo vive na miséria. Vai empenhando aos poucos até a roupa do corpo para obter uns trocados e o único e velho cobertor de que dispõe lhe foi emprestado por um estudante de teologia. Não tem amigos, nem mulher, nem família, ao que tudo indica. E muito raramente consegue o apoio de alguém. Essa é a triste vida do personagem mais famoso do Nobel de Literatura de 1920, o norueguês Knut Hamsun (1859-1952), em Fome (Geração Editorial, 176 pp., R$ 29,90 – Trad.: Carlos Drummond de Andrade). Escritor de quase 40 livros, mais conhecido no Brasil a partir da década de 40, e analisado agora a distância, Hamsun foi um modernista de primeira hora.

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