O barulho da contracultura
De vez em quando, os dinossauros da contracultura, jovens eternos, saem da tumba e nos revisitam com novos livros resgatados de seus baús. É o caso de Visões de Cody (L&PM, 447 pp., preço a definir), de Jack Kerouac, traduzido agora, 27 anos depois de sua publicação póstuma nos Estados Unidos. E é o caso de E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques (Companhia das Letras, 169 pp., R$ 34), inédito em inglês até o ano passado, escrito a quatro mãos por Kerouac e William S. Burroughs no ano de 1945. Com a publicação de Visões de Cody, passa a existir em nossa língua o conjunto de três livros que conferem a Jack Kerouac a chamada imortalidade literária. Os outros dois são On the Road – Pé na estrada (L&PM Pocket, 2004) e On the Road – Manuscrito Original (L&PM, 2008). Três obras longas, escritas de um modo que os americanos gostam de chamar de “prosa experimental”, com parágrafos intermináveis, misturas de vozes, interrupções na cronologia, digressões infinitas, neologismos. Obras de fôlego que nos deixam sem fôlego, de tão vertiginosas.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


