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A alegre decomposição matrimonial

13 de abril de 2009
1 min de leitura

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Jacqueline Cascorro estava para completar 30 anos quando se percebeu num caminho sem volta. A certeza veio numa festa, ao quebrar com as mãos uma pata de caranguejo e ouvir uma garrafa de champanhe sendo aberta. Era 23 de abril de 1960. Ela e seu marido, Nicolás Lobato, grande empresário do setor hoteleiro, comemoravam 7 anos de casados e a entrada definitiva na alta sociedade. Mas ela não estava feliz. O seu casamento era um completo fracasso. “Tudo aquilo que se pretende sagrado, solene e autocomplacente se transforma em vulgaridade e escárnio”, diz Sergio Pitol, autor de Vida conjugal (Companhia das Letras, 112 pp., R$ 32 – Trad.: Bernardo Ajzenberg). No romance do escritor mexicano, as relações amorosas são entendidas como farsa e “a tragédia se converte em bufonaria”. Ao se relacionarem, homem e mulher vão a um baile em que se apresentam sob máscaras.

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