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Ônibus atrai mais leitor que biblioteca fixa

13 de abril de 2009
1 min de leitura

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Não há biblioteca pública no Jardim Helena (zona leste da cidade de São Paulo), e a mais próxima fica a cerca de quatro quilômetros do bairro. Talvez seja por esse motivo que os moradores da região, que tem a segunda menor renda mensal do município – R$ 864 -, sejam os que mais frequentam os ônibus equipados pela prefeitura para funcionar como bibliotecas em bairros da periferia da capital. Até a biblioteca mais visitada da cidade em fevereiro, a Monteiro Lobato, que é infantil e fica no centro, recebeu menos frequentadores por dia em média do que o ônibus que vai ao Jardim Helena uma vez por semana. No bairro da zona leste, 180 leitores visitaram o veículo por dia. Na Monteiro Lobato, a média diária foi de 166 -4.320 no mês-, segundo a prefeitura. O Jardim Helena, entretanto, não é a única região da cidade aonde os livros chegam de transporte público. Ao todo, todos os meses, quatro ônibus levam de 4.000 a 6.000 volumes cada um a 28 endereços sem biblioteca. O acervo total dos veículos é de 140 mil volumes.

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