Idolatria por Wagner
A relação entre o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900) e o compositor Richard Wagner (1813-1883) passou bruscamente dos beijos para os tapas. Pertence ainda à fase das carícias Wagner em Bayreuth (Jorge Zahar, 180 pp., R$ 34,90 – Trad.: Anna Hartmann Cavalcanti). Compositor diletante – e de uma mediocridade abrumadora, pelo que fazem crer suas obras lançadas em CD -, Nietzsche, 31 anos mais jovem que Wagner, travou conhecimento com o autor de Tristão e Isolda em Leipzig, em 1868. O jovem professor de filologia logo se deixou seduzir pelo músico consagrado, ao qual dedicaria seu primeiro livro, O nascimento da tragédia. Em 1875, quando o autor de “Lohengrin” estava na iminência de realizar o sonho de ter um teatro construído de acordo com suas determinações, regidiu Wagner em Bayreuth.
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