Livro vê teor espiritual no trabalho de Schendel
Engavetada por mais de uma década, vem a público uma tese polêmica, que analisa o teor espiritual e religioso da obra de Mira Schendel. Escrito em alemão nos anos 90, só agora sai, em português, Mira Schendel – Do espiritual à corporeidade (Cosac Naify), de Geraldo Souza Dias, que chega às livrarias em abril.
“A controvérsia maior é quando se fala em espiritualidade”, admite Souza Dias, 54. “Era uma tendência antes na crítica da arte deixar de fora tudo que pudesse trazer impurezas ao discurso mainstream”, diz o autor, justificando a longa espera para a publicação do livro. Espécie de “biografia intelectual”, o volume deve surpreender até estudiosos da obra da artista, pela pesquisa minuciosa que envolveu, incluindo a compilação de diários de Schendel e sua troca intensa de cartas com filósofos na Europa e brasileiros, como Haroldo de Campos.
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