Como atrair quem não conhece a HQ?
A adaptação de uma obra famosa para outra mídia é sempre motivo de dor de cabeça. Ainda mais quando o objeto tratado tem o status de cult e clássico como a graphic novel Watchmen, de 1986, que foi a única obra do gênero a merecer uma honraria especial no prestigiado prêmio Hugo (voltado à literatura de ficção e fantasia), e de ter sido escolhida pela revista Time para figurar na sua lista de 100 melhores obras literárias em língua inglesa desde 1923. Logo, a grande preocupação dos produtores responsáveis pela adaptação para o cinema era não desagradar aos milhares de fãs. Isso, sem esquecer, é claro, da necessidade de cultivar muitos e novos apreciadores. Eis o exato dilema vivido por Zack Snyder, o homem escolhido para a difícil missão de levar Watchmen para a tela grande. Durante os últimos meses, Snyder, que se diz fã de quadrinhos e apaixonado pela obra, tem aproveitado cada oportunidade para repetir que “o filme foi feito para os fãs”. Isso, apesar de uma anunciada mudança na parte final da história ter deixado muita gente desconfiada. O discurso de Snyder (responsável pela adaptação de 300 – famosa HQ de Frank Miller – para o cinema), ao menos, encontra eco na maciça e organizada campanha de divulgação multimídia.
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