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Durante aquele estranho chá

28 de fevereiro de 2009
2 min de leitura

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Terminei esta noite a leitura de Durante aquele estranho chá (Rocco, 206 pp., R$ 35). Trata-se de uma compilação feita pelo escritor Suênio Campos de Lucena sobre escritos da acadêmica Lygia Fagundes Telles, que me foi emprestado e recomendado por uma amiga. Na verdade eu o li em apenas três sentadas. É, no mínimo, uma leitura deliciosa. Trata-se de relatos feitos principalmente a partir de contatos que a escritora tivera com expoentes da literatura brasileira, e mesmo diversos de âmbito mundial. Saí dele de alma lavada, especialmente num texto em que a autora descreve um contato com Mário de Andrade, um dos ícones da Semana da Arte Moderna, de 1922. O texto é justamente o que dá nome ao livro: “Durante aquele estranho chá”, o que revela a importância que lhe dera a autora. É o relato de um encontro que tivera, lá pelos idos de 1944, com o famoso escritor, a quem confiara uns contos seus para apreciação e julgamento, já que era ainda principiante na literatura. Conta que fora o próprio Mário de Andrade que lhe telefonara uma tarde marcando um chá num ponto qualquer da Rua Barão de Itapetininga, em São Paulo.

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