Durante aquele estranho chá
Terminei esta noite a leitura de Durante aquele estranho chá (Rocco, 206 pp., R$ 35). Trata-se de uma compilação feita pelo escritor Suênio Campos de Lucena sobre escritos da acadêmica Lygia Fagundes Telles, que me foi emprestado e recomendado por uma amiga. Na verdade eu o li em apenas três sentadas. É, no mínimo, uma leitura deliciosa. Trata-se de relatos feitos principalmente a partir de contatos que a escritora tivera com expoentes da literatura brasileira, e mesmo diversos de âmbito mundial. Saí dele de alma lavada, especialmente num texto em que a autora descreve um contato com Mário de Andrade, um dos ícones da Semana da Arte Moderna, de 1922. O texto é justamente o que dá nome ao livro: “Durante aquele estranho chá”, o que revela a importância que lhe dera a autora. É o relato de um encontro que tivera, lá pelos idos de 1944, com o famoso escritor, a quem confiara uns contos seus para apreciação e julgamento, já que era ainda principiante na literatura. Conta que fora o próprio Mário de Andrade que lhe telefonara uma tarde marcando um chá num ponto qualquer da Rua Barão de Itapetininga, em São Paulo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

