O que o senhor teria feito no meu lugar?
Na Alemanha do fim dos anos 50, Michael Berg, um garoto de 15 anos, caminha de volta para casa depois da escola, mas passa mal e vomita na rua apoiado no muro de uma casa. Hanna, a moradora, de 36 anos, socorre o estudante. Leva-o para dentro e o ajuda a se lavar. Depois, lava a calçada e acompanha o menino até sua casa. Quando, dias depois, ele a visita com um ramo de flores na mão, para agradecer a ajuda, inicia-se uma história de amor entre os dois. O roteiro dos encontros se repete a cada visita de Michael, depois que Hanna volta do trabalho como cobradora de bonde. Primeiro, banham-se, depois ele lê em voz alta trechos de clássicos da literatura para Hanna, e finalmente fazem amor. A relação entre os dois ajuda Michael a combater a timidez e alimenta sua virilidade. Um dia, porém, Hanna desaparece sem deixar rastros. É assim que começa O leitor (Record, 240 pp.., R$ 29 – Trad.: Pedro Sussekind), de Bernhard Schlink. Sete anos depois, Michael é um estudante de direito que acompanha um julgamento de crimes de guerra. Ao assistir ao interrogatório dos acusados, reconhece Hanna entre eles. O leitor vendeu 500 mil cópias na Alemanha, 750 mil nos Estados Unidos, e foi traduzido para 25 línguas.
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