Mercado editorial permanece aquecido
O terremoto financeiro que abalou a maioria dos setores econômicos parece não ter atingido o mercado de livros de economia e finanças pessoais brasileiro. A perspectiva do setor é que este ano seja igual ou ainda melhor do que 2008, um período considerado bastante positivo para o setor. “É possível ver pelo varejo que a partir do fim de 2008 as vendas de títulos sobre investimentos em mercados de renda fixa e variável aumentou, e isso deve refletir-se ao longo de 2009, com mais lançamentos nessa área”, observa Soraya Carpes, diretora de produtos editoriais da Fnac Brasil. Caroline Rothmuller, coordenadora editorial da Campus/Elsevier, avalia que apesar de a crise assustar boa parte das pessoas, ela não deverá afastar os leitores da livraria, apenas alterar um pouco o foco de interesse. Para Fabio Herz, diretor comercial da Livraria Cultura, alterações mais profundas entre os mais vendidos devem ocorrer a partir do segundo semestre. “No momento, a procura por títulos está ainda muito concentrada em obras de investimentos pessoais.” Mas a mudança no horizonte econômico já levou a editora Campus/Elsevier a agregar títulos que procuram explicar a crise em sua linha de produtos. São dessa nova leva dois títulos de prestígio: A reconstrução do sistema financeiro global, de Martin Wolf, e A crise de 2008 e a economia da depressão, de Paul Krugman.
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