Dois inéditos de Roland Barthes
A editora Bourgois publica nesta quinta-feira um inédito de Roland Barthes (1915 -1980), intitulado Carnets du Voyage en Chine, estando ainda prevista a publicação de outro, Journal du deuil, com chancela da Seuil, até ao final de fevereiro. A publicação dos inéditos do escritor francês, cuja obra influenciou transversalmente ciências humanas, arte e literatura, sobretudo durante os anos 60 e 70 do século XX, levou o seu editor e amigo François Whal a criar alguma polêmica porque entende que os textos não seriam do agrado do próprio Barthes, que classifica de “muito cuidadoso”. Contudo, os argumentos de Whal não surtiram efeito e os livros vão mesmo sair. Carnets du Voyage en Chine é constituído por notas escritas em viagem feita em abril de 1974 por escritores e intelectuais franceses à China. Carnets du Voyage en Chine tem o interesse de ter sido escrito como um conjunto de notas ordenadas cronologicamente, nas quais perpassa um olhar distanciado sobre uma China que já não existe, mas que rumoreja sob os atuais sucessos do capitalismo.
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