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Entrevistas do Pasquim são reeditadas

31 de janeiro de 2009
2 min de leitura
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Chico Buarque contou que roubava carros na adolescência. Moreira da Silva não assumiu nenhum furto, mas sim uma compra: a do samba “Na Subida de Morro”, que por “um conto e 300” deixou de ser de Geraldo Pereira e passou a ter sua assinatura. Tom Jobim revelou que “Sabiá”, a música “nada popular” que venceu o 3º Festival Internacional da Canção, foi inscrita só para ele se livrar do risco de virar jurado. O confessionário para declarações como essas era, em geral, uma mesa de bar, e os inquisidores, a patota de “O Pasquim”, o jornal “nanico” que chegou a vender 250 mil exemplares por semana nos anos 70. Publicado originalmente em 1976 pela editora Codecri (Comando de Defesa do Crioléu), o livro O som do Pasquim (Desiderata, 277 pp., R$ 39,90), com organização do crítico Tárik de Souza, reuniu as melhores entrevistas com músicos brasileiros feitas pelo semanário desde sua criação, em 1969. Agora, abrindo as comemorações dos 40 anos do jornal, a Desiderata reedita a série de bate-papos em que, instados pela atitude debochada e até agressiva de Henfil, Ivan Lessa, Jaguar, Ziraldo e cia., em conversas quase sempre regadas a álcool, nomes-chave da MPB abriam o jogo como não faziam em nenhum outro veículo.

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