O roteiro é um cinema de papel
É o que garante Sylvio Back, diante da onda de lançamentos de textos escritos para a tela grande. Em qual prateleira devem ser colocados os roteiros cinematográficos? Ao lado do teatro ou dos romances? O roteiro é um gênero narrativo? Para o cineasta Sylvio Back, que acaba de publicar seu décimo primeiro filme em livro Lance maior, de 1968 o texto de uma boa película não deve nada a um romance. Vai além: um roteiro bem amarrado está próximo à poesia. Talvez mais preocupadas com a forte tendência do mercado do que com a carga poética das sequências, as editoras nacionais resolveram, finalmente, apostar no gênero. Além de Lance maior, da Imago, a editora ABCD Maior lança ABC Clube Democrático (328 pp., R$ 40), um volume com quatro roteiros do cineasta Carlos Reichenbach: Aurélia Schwarzenêga (do filme Garotas do ABC), Lu cineide falsa loura (do filme Falsa loura) e outros dois inéditos: Anjo frágil antuérpia e A fiel operária Suzy Di. No fim do ano passado, a Imprensa Oficial pôs outros 11 títulos à venda, pelo selo Cinema Brasil.
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