A dança que escancarou um mundo de aparências
As línguas não se entendem, mas os corpos se comunicam. Apesar da história marcada pela violência, a Argentina é um país onde a esperança não se apagou. Segundo a escritora Elsa Osorio, o tango é a dança que melhor representa seus compatriotas. É singular porque nela há o abraço, apesar das diferenças sociais. Elsa é autora de Céu de tango (Planeta, 406 pp., R$ 49,90 – Trad.: Sandra Martha Dolinsky). Ao falar sobre a relação de um casal – Luis e Ana – que se encontra numa casa de tango em Paris, o livro passa em revista 100 anos da história argentina. “Penso que as chaves do drama e da esperança argentinos estão na sua memória.” Luis e Ana vêm de famílias dos extremos da escala social e vivem nos anos 2000, “quando tudo parecia perdido”. Por ter nascido com a imigração, o tango ensinaria a aceitar as diferenças, das quais os argentinos podem extrair sua força hoje. Quando escreveu Céu de tango – segundo romance lançado no Brasil, depois de Há vinte anos luz -, ela não perdeu de vista uma ideia que povoa o imaginário argentino: aqueles que ousaram levar a vida como um tango vão para um paraíso onde dançam e amam.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


