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O colecionador de 10 mil pedaços de história

18 de janeiro de 2009
2 min de leitura

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Ele não queria ser egoísta. Por 14 anos, o engenheiro químico João Emilio Gerodetti guardou em sua biblioteca, num apartamento confortável de Higienópolis, um tesouro particular – somente pela beleza que via neles, juntou cerca de 10 mil cartões-postais, que garimpava em sebos e feiras de antiguidades. Coleção valiosa, que contava com a primeira série de postais de São Paulo, impressa em 1897. Algo bonito, mas faltava alguma coisa. Incomodava vê-los assim, presos nos 50 álbuns de couro, apenas abarrotando as estantes de casa. Queria mostrá-los a todos, unindo os cacos que poderiam contar a história de uma época. O mérito do engenheiro foi, exatamente, tirar os postais da estante: ele foi o primeiro homem de São Paulo a contar a história de sua cidade pelos raros cartões. “Consegui pela maneira mais singela, publicando livros. Via minha coleção, antes de tudo, como um ato de egoísmo. Me incomodava, queria mudar isso”, diz o colecionador. “Poder contar a história de uma cidade pelos postais revela a maravilha que eu guardava em casa.”

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