Governo endossa e distribui livros com equívocos sobre ato
Pelo menos 4 das 10 coleções de livros de história mais bem avaliadas pelo Programa Nacional do Livro Didático do MEC (Ministério da Educação) para 2008 têm erros de informação sobre o AI-5. As obras foram utilizados pelas escolas públicas do ensino fundamental neste ano. Outros dois livros ignoram o evento histórico. Um dos livros – História: das Cavernas ao Terceiro Milênio, escrito por Myrian Becho Mota e Patrícia Ramos Braick- atribui ao AI-5 o estabelecimento da pena de morte no país. As autoras admitem o engano, que não foi percebido pelos professores universitários contratados pelo MEC para referendar as obras. A obra foi avaliada como “ótima” em critérios como concepção de história e conhecimentos históricos. O ministério não soube dizer quantos livros com erro foram distribuídos nem há quanto tempo eles são usados. Os dados mais recentes disponíveis, obtidos pela pesquisadora Célia Cristina de Figueiredo Cassiano, mostram que em 2002, na cidade de São Paulo, 4.224 escolas receberam a obra. De acordo com o mesmo estudo, o livro História temática, de Montellato, Cabrini e Capelli, foi o mais vendido entre as escolas de São Paulo, contabilizando 162.387 exemplares. A obra também traz erro sobre as conseqüências do ato.
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