Índia: o velho e o novo
Vinte anos após ter decretada sua sentença de morte (fatwa) pelo aiatolá Khomeini, que o acusou de blasfêmia contra o Islã pelo conteúdo de seu livro Os versos satânicos, o escritor Salman Rushdie, agora sir do Império Britânico, volta às livrarias com uma fábula, A feiticeira de Florença (Companhia das Letras, 408 pp., R$ 54 – Trad.: José Rubens Siqueira), sobre o encontro de duas culturas, a de Florença dos Médici e a do império mughal sob o comando de Akbar, o Grande. Em síntese, a tese de Rushdie, revelada em entrevista ao Estado sobre o livro, é que os ideais renascentistas florentinos também floresceram na corte de Akbar, no século 16. Simultaneamente ao lançamento do livro de Rushdie, chegam às livrarias outros títulos de escritores indianos da geração posterior à de Rushdie, caracterizando um boom literário indiano no mercado brasileiro.
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