Biografias põem editora em lados opostos
Em meio às cada vez mais constantes disputas relativas à publicação de biografias no Brasil, a editora Nova Fronteira está envolvida ao mesmo tempo em dois casos onde assume papéis opostos. Enquanto negocia para evitar um processo que peça o recolhimento da autobiografia do empresário musical André Midani – Música, ídolos e poder: Do vinil ao download -, publicada por ela, a empresa tenta manter fora das prateleiras o livro Sinfonia Minas Gerais (LGE), biografia de João Guimarães Rosa escrita por Alaor Barbosa. Mauro Palermo, diretor-executivo da Nova Fronteira, diz que os casos envolvem princípios diferentes. A família de Enrique Lebendiger, ex-dono da RGE, quer o recolhimento do livro de Midani por causa de um trecho que considera ofensivo. Já a Nova Fronteira pediu – e conseguiu – o recolhimento do livro de Alaor Barbosa porque ele faria um uso excessivo de citações da obra Relembramentos, de Vilma Guimarães Rosa, editada pela empresa em 1983 e relançada este ano. “Uma coisa é processar por que alguém disse algo de que você não gosta”, afirma Palermo. “Mas é diferente se alguém sem autorização escreve um texto usando todas informações que você apurou”.
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