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Será que a gente é assim?

04 de novembro de 2008
1 min de leitura

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Capas e histórias bonitinhas, que quase sempre falam sobre meninos, amizade, sexo e popularidade, não necessariamente nessa ordem. A fórmula é simples, mas nem por isso banal: após a explosão da chick lit, literatura para mulheres com mais de 30, o filão editorial da vez é a adaptação do gênero para meninas. À primeira vista, o conteúdo pode parecer mais raso que um pires, mas há quem garanta que muitas adolescentes se identificam com ele. Joana Leal, de 17 anos, sabe bem o que é isso. A aluna do colégio Notre Dame leu Tudo por um popstar, de Thalita Rebouças, quando tinha 12. Mas foi só Coisas que toda garota deve saber, de Samantha Rugen, que mudou sua vida. “Esse livro me ajuda até hoje”, brinca. Michelle Strzoda, editora da Bertrand Brasil, descobriu o potencial desse mercado após o lançamento de Girls who gossip — As patricinhas contraatacam, da americana Theresa Alan. Publicado estrategicamente nas férias do meio do ano, o livro narra os conflitos de uma estudante de Cinema que divide apartamento com duas amigas em Nova York. O sucesso foi tão grande que outros cinco trabalhos da escritora já estão sendo avaliados pela editora.

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