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Com o demônio não se brinca

01 de novembro de 2008
2 min de leitura

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Como toda idéia, Satã tem uma gênese. Mas para que nela a luz se faça o esforço não deixa de ser o de mover montanhas. O americano Henry Ansgar Kelly se atribuiu a tarefa desse lusco-fusco: alvorada nas trevas, genealogia da escuridão, Satã: uma biografia (Globo, 385 pp., R$ 40 – Trad.: Renato Rezende) é um texto revelador. A leitura é de livro de teologia: minuciosamente, o autor, é um leitor atento, que percorre versículo a versículo livros e livros da Bíblia e de outras escrituras, entre sagradas, analíticas e apócrifas. Este não é, entretanto, um trabalho de história da mentalidade contemporânea típico. Nem é feito como texto de fácil digestão nem tem um método de análise muito simples. Não, este trabalho é para quem o levar bem a sério. Com o demônio não se brinca. Com nenhum de seus nomes, aliás. A primeira parte da aventura teórica empreendida por Kelly é contra a confusão entre Satã e a lenda de um anjo caído, Lúcifer.

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